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Mesmo que as Forças Armadas sejam o bastião de defesa do status quo e do conservadorismo, elas não são imunes as transformações sociais e culturais.
O fim da monarquia no Brasil e em muitos lugares do mundo passou pelas mãos das Forças Armadas. O motivo é que tanto a composição das tropas e o comando delas passou a ser feito também por plebeus e burgueses, ou seja, não nobres.
Isso gerou um conflito de interesses, já que a manutenção da monarquia naquele período não era feito pelo voto, mas pela força e pela concepção de que os nobres eram seres superiores.
Com o advento das ideias republicanas e iluministas, parte das forças armadas passaram a defender uma mudança de regime da monarquia para a república.
Por outro lado, no Brasil, os comandantes militares estavam ligados a manutenção da elite burguesa, e esta apenas aturava a família real brasileira, já que ele estava em processo de decadência e não mais detinham tanto poder sobre a sociedade.
O golpe militar que deu início a nossa Primeira República foi em 15 de Novembro de 1889, liderada pelo Marechal Deodoro, um grande defensor da monarquia até esse fatídico dia.
Em parte o golpe foi feito pela mudança de mentalidade da sociedade e da elite brasileira, que enxergava na monarquia um regime atrasado que não conseguia se adaptar as mudanças globais. Talvez com um peso maior do que esse, a elite não nobre decidiu que era melhor tomar o poder e tirar os nobres como intermediários entre a burguesia e seus interesses.
E como o povo brasileiro foi deixado de fora desse processo, a nossa primeira república é chamada de República Oligárquica, pois ela foi construída para manter uma elite burguesa no poder, ao invés de uma elite de nobres de sangue azul.
Nos vemos na próxima parte!
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